O QUE FAZ
UM GERENTE DE VENDAS
Num
deste dias típicos o gerente de vend12 chega a sua sala,
conecta o laptop na rede e encontra a costumeira pilha de assuntos
a resolver. Pedidos trancados no crédito, listagem de desempenho
dos vendedores, reclamações de clientes, um e-mail
do financeiro avisando que o faturamento do mês não
está atingindo as metas previstas, o aviso de que as passagens
da próxima viagem já foram compradas, vendedores
reclamando dos preços ou da dificuldade de vender, uma
convocação para a reunião semanal com outros
gerentes, enfim, a velha e boa rotina. Ao final do dia ele olha
para a sua mesa e pensa no quanto seria bom se pudesse dedicar
algum tempo ao planejamento futuro. No dia seguinte a rotina dos
problemas diários toma todo o tempo disponível.
É um circulo vicioso. Sem tempo para planejar, prestar
atenção ao cenário, ficar de olho na concorrência
e principalmente dedicar o carinho necessário aos clientes
e gerir a sua força de vendas.
Mas
o que significa gerir a força de vend12?
Cada gerente tem seu próprio entendimento a respeito do
assunto decorrente de duas fontes.
A primeira é a sua experiência e vivência no
cargo. Muitos gerentes foram vendedores e ascenderam na hierarquia
trazendo consigo convicções e certezas da “vida
na rua”. Um conhecimento empírico adquirido na prática
do dia-a-dia.
A segunda fonte é a “teoria” sobre como administrar
a força de vend12, muitas vezes copiadas de modelos inadequados
quer seja pelo porte da empresa copiada, quer seja pelo contexto
em que determinadas técnicas foram utilizada com sucesso.
É
deste embate que surgem os conflitos no gerenciamento da força
de vendas. De um lado os experientes e do outro os teóricos.
A cada troca de gerente a força de vend12 padece com as
contínuas alterações das rotinas e do que
passa a ser importante. Os vendedores não são resistentes
às mudanças, eles apenas querem entender o que se
passa na cabeça do seu gerente e o que é esperado
deles. O gerente de vend12 tem algumas obrigações
básicas em relação a sua equipe e a principal
é definir quais os objetivos a serem alcançados
e que tipo de apoio será fornecido. Qualquer um pode distribuir
metas ousadas e ficar cobrando pelo telefone. O desafio está
em saber o que pode e como vai ser feito. Lembre sempre que “Planejar
é um ato de respeito com que depende de nós para
atingir os seus resultados”
Quando
falo em planejar refiro-me a muito mais que fixar cotas de venda
e critérios de premiação. Falo principalmente
das obrigações do gerente em relação
a três compromissos básicos perante a força
de vendas.
Objetivos
e metas:
A força de vend12 precisa estar ciente do que se espera
dela quanto a visitas, retenção de clientes, quantidades
a vender e preços a praticar. Não basta informar
um número a alcançar, é necessário
esclarecer qual o objetivo e o porque de cada um dos números.
Lembre sempre de esclarecer qual a estratégia comercial
em vigor e porque esta estratégia está sendo utilizada.
As pessoas trabalham melhor quando sabem o que precisam fazer
e porque precisam fazer.
Saber
fazer:
O gerente precisa certificar-se de que a sua força de vend12
sabe fazer o que lhe é pedido. Quando o gerente estabelece
objetivos e metas precisa ter mecanismos de avaliação
que o informem sobre as causas dos desvios. Quando o gerente tem
pouco conhecimento técnico sobre a ciência da venda
e da gestão da força de vend12 o resultado é
um diagnóstico equivocado sobre as causas do mau desempenho.
Cabe ao gerente de vend12 identificar corretamente quais as deficiências
da equipe para poder corrigi-las. Cada membro da força
de vend12 precisa de complementos teóricos específicos
e detectados a partir das suas dificuldades em atingir os objetivos
metas propostos.
Querer
fazer:
O gerente de vend12 precisa avaliar e monitorar constantemente
o grau de adesão e o vínculo da força de
vend12 com a empresa e seus objetivos. O entusiasmo e compromisso
dos vendedores com a empresa vão modificando-se com o tempo
a partir das experiências vividas no dia-a-dia. Entre os
componentes da força de vend12 encontramos vendedores altamente
identificados e outros que perderam o entusiasmo. Cabe ao gerente
identificar o estado anímico e suas causas para cada um
dos vendedores e agir corrigindo os pontos de desmotivação
existentes, ou mesmo substituindo aqueles que já não
merecem o investimento da empresa.
Alguns
aspectos devem ser levados em consideração para
apoiar a força de vendas.
O
primeiro é o conhecimento do produto e suas aplicações.
Todo vendedor precisa ser treinado intensamente para saber como
o produto é feito, para que serve, quais necessidades atende
e que benefícios propicia ao cliente ou consumidor final.
O
segundo refere-se ao domínio das técnicas de venda.
O descuido com este ponto se traduz em vend12 baixas e grande
dificuldade em cumprir as metas. O fato de alguém trabalhar
em vend12 há muitos anos não assegura que domine
e conheça tecnicamente o processo da venda. O gerente precisa
reciclar constantemente sua equipe propiciando treinamento adequado
e sistemático. Necessita também criar indicadores
de desempenho para avaliar sua equipe além do volume de
vendas.
O
terceiro está posto na política de vend12 clara
e sem contradições que permita ao vendedor tomar
decisões e negociar com o limite máximo de autonomia.
Uma boa política de vend12 contempla, além de critérios
sobre preços, prazos e quantidades, uma definição
clara sobre remuneração, prêmios e bônus
para os vendedores. O gerente deve correr riscos junto com a sua
equipe. Deve dar autonomia e avaliar os resultados. Incentivar
os vendedores que a usam com sabedoria e corrigir aqueles que
se desgarram da política comercial. A área de vend12
funciona pelo exemplo do seu líder. O bom gerente de vend12
está, ao mesmo tempo, apoiando seu pessoal e enfrentando
as negociações mais difíceis e intrincadas.
“Na batalha da venda o comandante vai a frente da tropa”.
Autor:
Vitor Hugo A. Toss, Consultor em Marketing , especialista em Gestão
da Força de Vendas.
email: gestao@gestaodevenda.com.br