| A todo gerente de vend12
é proposto o desafio de manter a motivação
da sua força de vendas. Esta é uma exigência
contínua que visa obter o máximo de rendimento,
evitar a acomodação e fazer com que os profissionais
de venda mantenham a energia necessária ao desafio de
atingir objetivos crescentes. |
Para manter a força de vend12
sempre em grau máximo de adesão, aos objetivos propostos
pela gerência, é necessário adotar algumas políticas
que propiciem, de forma clara, o reconhecimento e o sentido de pertencer.
Reconhecimento de forma clara do desempenho individual e o sentimento
de pertencer a um grupo, uma idéia, um projeto.
Existem dois níveis de atuação
para obtermos o desempenho desejado da força de vendas. O
primeiro é trabalhar a motivação individual
e do grupo, o segundo nível é incentivar o atingimento
de objetivos específicos. O assunto "incentivos"será
tratado no próximo e-zine.
Motivação.
Sabemos que a motivação de cada indivíduo é
um processo de “dentro para fora” e que ações
coletivas resultam em diferentes resultados de motivação
individual.
A motivação é o resultado dos estímulos
que agem com força sobre os indivíduos, levando-os
a ação. Para que haja ação ou reação
é preciso que um estímulo aconteça, seja decorrente
de uma ação externa ou originada do próprio
indivíduo.
Quando o ciclo motivacional não se realiza, acontece a frustração
do indivíduo que poderá assumir várias atitudes
que vão do comportamento fora dos padrões habituais,
passando pela agressividade e contestação até
a passividade, baixa auto-estima, má vontade e pessimismo.
Isto, de certa forma, explica o insucesso de ações
motivacionais que não apresentam os resultados esperados
pelos proponentes.
Cada ser humano está num momento diferente
em relação aos fatores que poderiam motivá-lo.
E a mesma ação que ontem o motivou, hoje não
terá o mesmo efeito. Tomemos o exemplo mais comum do dinheiro.
Conforme a faixa etária, formação escolar,
expectativas pessoais e esforço para ganhá-lo, a mesma
quantidade de dinheiro produzirá motivação
diferente para cada pessoa. Da mesma forma o “tapinha nas
costas” terá resultado semelhante ao exemplo anterior.
O primeiro passo para motivar pessoas é aceitar
que, neste caso, nada é coletivo e tudo é individual.
Aceitar também que o gerente precisa conhecer os fatores
de motivação de cada membro da sua equipe para empreender
ações motivacionais. Esta é uma atitude de
liderança que implica em compromisso sério entre o
gerente e sua equipe.
Gerentes que atribuem exclusivamente à sua
equipe os fracassos de venda têm pouca chance de conduzir
programas motivacionais, quer sejam individuas ou coletivos.
Notamos uma certa frustração nos gerentes
que promovem ações motivacionais – palestras,
prêmios, festas – cujos resultados não afetam
a apatia geral da equipe. Parte da explicação está
no parágrafo anterior. Ações motivacionais
mal sucedidas não significam que estão erradas, mas
que, e é preciso entender isso, atingiram um pequeno número
de pessoas ou pouco atingiram a todas as pessoas.
Desmotivação
e neutralidade.
Se, por um lado, entendemos que os fatores de motivação
tem impacto diferente para diferentes indivíduos, por outro
lado, é quase unânime que alguns comportamentos da
empresa ou do gerente produzem desmotivação certa.
A falta de respeito pessoal, a cobrança contínua de
metas inatingíveis, o descumprimento das combinações,
o atraso no pagamento de comissões, os problemas de entrega
e qualidade dos produtos vendidos e o desprezo pelas sugestões
apresentadas gera, com certeza, desmotivação. Por
isso, quando um gerente assume um equipe desmotivada seu primeiro
movimento deverá ser em corrigir os fatores de desmotivação.
Aqui o objetivo é de tornar o nível de motivação
“neutro". Feito isto o gerente poderá, através
do conhecimento das características de cada um dos membros
da sua equipe, elaborar ações de motivação.
Para melhor entendermos o processo de motivação
individual podemos utilizar a Pirâmide das Necessidades, elaborada
por Maslow(1).Este importante cientista dedicou-se ao estudo da
motivação pelo atendimento de necessidades individuais
crescentes e que tem o seu tempo de saciedade diferente. Enquanto
as mais básicas, fisiológicas e de segurança,
podem e devem ser saciadas diariamente as mais complexas, sociais,
status e auto-realização, são decorrentes de
um plano de vida.
Tipos
de Necessidades |
Referem-se
a: |
Para
a força de vend12 |
5) necessidades
de auto realização |
utilização
dos talentos individuais, realização do potencial
pessoal |
Estar realizado
na atividade de vendas. |
4) necessidade
de status e estima, reputação, reconhecimento,
respeito |
Ser reconhecido
na comunidade próxima pela marca que representa. |
Servir de exemplo
para outros profissionais. Ser um vendedor de sucesso. |
3) necessidades
sociais (afeto) |
Amizade, inclusão
em grupos, sentimento de aceitação à
família e a organização |
Ser ouvido
nas reuniões de vendas. Influir nas decisões.Recompensas
e reconhecimento. |
2) necessidades
de segurança proteção contra o perigo
ou privação |
Segurança
de continuidade. |
Critérios
transparentes de avaliação. Políticas
claras.Reputação da empresa. |
1) necessidades
fisiológicas |
Alimentação,
repouso, abrigo, sexo |
Remuneração
adequada.Risco do trabalho. |
As regras gerais são simples:
a) “Uma necessidade só torna-se importante a medida
que a anterior está razoavelmente atendida”. Neste
ponto é importante salientar que cada indivíduo tem
o seu próprio entendimento sobre “razoavelmente atendida”.
b) Uma vez satisfeita, a necessidade deixa de ser motivadora.
c) “Uma necessidade não satisfeita no nível
mais alto tende a ser compensada por mais saciedade de uma necessidade
de nível mais baixo”
Por isso fica claro de que não são
motivacionais ações que proponham reconhecimento e
recompensa (nível 3) para um grupo em que alguns dos seus
membros estejam ameaçados de demissão (nível
2) ou a remuneração (nível 1) não seja
considerada adequada para o trabalho realizado.
Por outro lado muitas queixas referentes a remuneração
(nível 1) são uma tentativa de obter compensação
adicional para as necessidades de segurança (nível
2) e sociais (nível 3) que não estão sendo
atendidas pela gerência ou pela empresa.
Nas necessidades do nível 5 – Auto-realização
– é necessário fazer algumas ponderações.
A atividade de vend12 exige que os indivíduos façam
viagens freqüentes e trabalhem, não raro, mais horas
que a maioria das pessoas. Também esta atividade propicia
um nível de remuneração acima da média,
comparando-se o que pode ser ganho em outras profissões,
para a mesma faixa etária e nível de escolaridade.
Considerando estes dois fatores observamos que muitos profissionais
da venda descuidam da sua formação pessoal e vida
afetiva e quando chegam a um determinada idade descobrem que não
há outra possibilidade de vida além da que já
praticam. Por isso, é comum, encontrar profissionais da venda,
acomodados e até frustrados, pois não puderam imprimir
à sua vida os caminhos desejados.
(1) ABRAHAM MASLOW (1908-1970)
Foi um psicólogo comportamental, membro da Human Relations
School, em finais da década de 50. Abraham Maslow nasceu
em Brooklyn, licenciou-se em Wisconsin e doutorou-se na Universidade
de Columbia, onde também trabalhou no departamento de investigação.
No Jardim Zoológico de Bronx estudou o comportamento dos
primatas e, entre 1945 e 1947, foi director-geral da Maslow Cooperage
Corporation. Em 1951 leccionava Psicologia Social na Universidade
de Brandeis. Maslow ficou mais conhecido pela «hierarquia
das necessidades», divulgada em 1943.
Autor: Vitor Hugo A. Toss, Consultor em Marketing , especialista
em Gestão da Força de Vendas.
email: gestao@gestaodevenda.com.br
Boa sorte, e boas vendas.
Nos encontramos na próxima semana. |
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SÃO PAULO
CURITIBA
PORTO ALEGRE
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