Neste
artigo abordamos os diversos métodos para a previsão
da demanda para produtos
e serviços, parte fundamental na elaboração
do plano de vendas.
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A escolha do método determina
o grau de acerto das previsões.
1 – FUNDAMENTOS.
Ao elaborar o plano de vend12 para um determinado período
nos defrontamos com uma dúvida recorrente.
Qual será a demanda futura
dos bens e serviços fornecidos pela empresa?
A resposta está contida no
resultado da análise criteriosa das variáveis que
impactam sobre o mercado, o movimento dos concorrentes e os nossos
próprios movimentos.
Existem três grupos de fatores
que irão determinar o comportamento de compra futuro e o
acerto das previsões de demanda.
O PRIMEIRO grupo de fatores compõe
o que genericamente chamamos de mercado de consumo que tem sua trajetória
determinada por nível de renda, nível geral dos preços
e principalmente “a decisão de onde gastar dinheiro”
(Padrão de Consumo). Frente as inúmeras ofertas de
bens e serviços o consumidor separa suas despesas em dois
grande grupos. Num dos grupos estão os gastos “obrigatórios”
referentes a alimentação, energia elétrica,
telefonia, transporte, escola, etc. (Nota-se que mesmo entre estes
gastos é possível uma escolha, quer na marca adquirida,
quer na quantidade consumida). Noutro grupo estão as despesas
feitas por livre escolha do consumidor tais como roupas, calçadas,
itens de lazer e diversão. E ainda temos os itens que instigam
o consumo tais como as novidades eletrônicas e outras.
O SEGUNDO grupo de fatores está
ligado a disponibilidade de crédito e o custo deste crédito
e em que medida o poder de compra do consumidor estará comprometido.
A taxa Selic pouco tem a ver com este item, pois o que importa é
“a que preço o dinheiro estará ao alcance dos
consumidores e das empresas” para a aquisição
de bens e serviços”.
O TERCEIRO grupo de fatores está
relacionado ao comportamento de compra específico dos segmentos
em que a empresa atua e a tendência do comportamento da concorrência.
Alguns segmentos são mais sensíveis a preço,
outros a qualidade dos produtos e serviços e outros ainda
ao grau de inovação dos produtos. Cada segmento de
mercado tem sua própria lógica de funcionamento e
o impacto da mesma variável pode ser bastante diferente sobre
o nível de consumo deste segmento.
Neste aspecto é importante conhecer o ciclo de vida dos produtos
ofertados a cada segmento para avaliar o papel da inovação,
por exemplo, no comportamento de compra. Em artigos relacionados
a moda, calçados e confecções, o ciclo de vida
dos produtos é de alguns meses; Para bens de capital pode
ser de vários anos.
De todos os fatores citados o mais
importante é o CONHECIMENTO que a empresa tem do comportamento
do seu mercado. Análise elaboradas, extrapolações
numéricas e todo o conjunto de técnicas de previsão
de demanda são inúteis se a empresa não souber
traduzir estas informações e sinais que o mercado
transmite em produtos e serviços adequados, a preços
viáveis e entregues no local certo para os segmentos em que
atua.
Para que o PLANO DE VENDAS seja
confiável e factível, precisamos prever a demanda
futura para cada segmento em que atuamos e por conseqüência
quais os PRODUTOS necessários para atender esta demanda.
2 – PREVISÃO DE DEMANDA
COM BASE NA HISTÓRIA.
Existem dois caminhos para se chegar
a demanda de um determinado segmento. O primeiro é a projeção
da tendência com base no histórico de comportamento
das variáveis e no comportamento de compra daquele segmento.
Por exemplo, se o produto XYZ tem uma taxa de crescimento de 5%
ao ano, nos últimos 5 anos, provavelmente continuará
a ter o mesmo comportamento: Se o dólar médio acompanha
a inflação + a taxa de juro, então no próximo
ano deverá crescer na mesma proporção.
Fazer projeções de
demanda desta maneira “é dirigir olhando pelo retrovisor”,
com todos os riscos que isso implica.
Os dados históricos servem
genericamente para nos mostrar o resultado, acertos e erros, que
comentemos, mas dificilmente representará o comportamento
de compra futuro do segmento. Não será porque o porto
comprou 50 guindastes no último ano que comprará mais
50 no próximo. As informações sobre o potencial
de compra daquele porto estão em outro lugar e não
na história.
Alguns bens e serviços sequer
têm história para contar, exigindo das empresas que
os fornecem a construção de indicadores que possam
informar com maior acuracidade as prováveis tendências
de demanda. Por exemplo: Calçados, confecções
e outros itens ligados a moda têm muito pouca história
para contar ou por serem efêmeros ou representarem desejos
daquele momento em que estão sendo comercializados. Por isso
a venda histórica destes produtos não fornece informações
confiáveis sobre a provável venda futura. Mas se analisarmos
a venda efetuada por FAIXA DE PREÇO, teremos um indicativo
consistente sobre que preços, historicamente, tem maior probabilidade
de sucesso. Se analisarmos a venda dos produtos por CANAL também
poderemos inferir para que canais precisamos criar produtos.
Considero que os dados históricos
contribuem muito pouco para a previsão da demanda e por conseqüência
para a elaboração de um bom plano de vendas.
Os principais modelos de tratamento
estatístico para dados históricos são:
Média Móvel: As vend12
dos períodos indicados são somadas e depois divididas
pelo número de períodos para se encontrar a média.
Quando é feita uma previsão para o período
seguinte, as vend12 do período mais antigo são retiradas
do cálculo da média, sendo substituídas pelas
vend12 do período mais recente. O encarregado da previsão
determina quantos períodos serão incluídos
no cálculo da média.
Ajustamento Exponencial: O responsável
pela previsão pode permitir que as vend12 de um certo período
influenciem mais a previsão que as vend12 de outros períodos.
Regressão Linear: As vend12
passadas são plotadas para cada período de tempo passado.
Em seguida, uma reta de tendência pode ser ajustada entre
os pontos, minimizando as distâncias de todos os pontos à
reta. Essa reta de tendência pode então ser estendida
para projetar as vend12 nos períodos futuros.
3 – PREVISÃO DA DEMANDA
ATRAVÉS DO CONHECIMENTO DO MERCADO.
O primeiro passo para se prever a demanda é criar um entendimento
do ESTADO DE CONSUMO em que se encontrará o segmento no período
para o qual queremos elaborar o planejamento. Este estado de consumo
deve ser traduzido em quantidades de produtos e serviços,
preços e locais em que se dará este consumo. Sem estas
informações teremos um agrupamento de informações
sem relevância ou significado.
Com já foi dito é
fundamental que a empresa conheça o seu negócio, os
segmentos em que atua e principalmente os fatores que impactam no
seu negócio e nos segmentos.
Listamos a seguir os principais
métodos de previsão da demanda feita a partir de um
melhor conhecimento do mercado.
Opinião dos executivos. Tem-se
que o grupo de executivos da empresa, pela sua experiência,
qualificação e relacionamento pode fornecer uma visão
sobre o “estado de consumo” dos segmentos que interessam
à empresa. Na maioria das vezes este conhecimento é
intuitivo, sem comprovação científica, mas
de suma importância. As previsões podem estar contaminadas
por desejos e interesses pessoais ou por conflitos com outras áreas.
Painel de Especialistas. A empresa
convida diversos especialistas sobre os segmentos do seu interesse
para desenhar um provável cenário. As informações
obtidas por este método são indicativas e servem como
apoio apara analisar o funcionamento atual em confronto com novos
paradigmas.
Opinião da Força de
Vendas. A empresa solicita formalmente à sua força
de vend12 projeções localizadas sobre provável
“estado de consumo” futuro dos seus clientes. Estas
informações poderão estar condicionadas aos
interesses pessoais dos vendedores e a visão de curto prazo
sempre presente na atividade da venda. Esta técnica tem maior
utilidade nos casos em que a venda é seqüencial ou repetida
para os mesmos clientes.
Monitorar a Concorrência.
Coletar dados sobre o funcionamento, planos de investimento e lançamento
de novos produtos e serviços dos concorrentes traz valiosas
informações sobre o que os mesmos estão projetando
para os mesmos segmentos em que sua empresa atua.
Prever a demanda o mais próximo
possível da realidade é uma das tarefas mais importantes
para a elaboração do plano de vend12 e do sucesso
da empresa.
Leituras sobre o mesmo assunto:
Boa
sorte, boas vend12 e até o próximo artigo!

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